Uma polêmica troca de insultos envolveu ontem o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, e o governador de Mato Grosso do Sul, André Puccinelli (PMDB).
Tudo começou com Puccinelli, que criticou Minc por defender a descriminação da maconha e promover ações ambientais no seu Estado. Em reunião com empresários, o peemedebista afirmou que Minc é “veado e fuma maconha”. Em nota, Minc disse que o governador “é um truculento ambiental que quer destruir o Pantanal com a plantação de cana-de-açúcar”. E prosseguiu: “Essa declaração revela o seu caráter”.
As afirmações de Puccinelli aos empresários foram além. Para ilustrar o que poderia acontecer com Minc se fosse a Mato Grosso do Sul participar da meia-maratona Volta das Nações, realizada em Campo Grande, ele disse:
– Se ele viesse, eu ia correr atrás dele e estuprar em praça pública.
À tarde, o governo de Mato Grosso do Sul pediu desculpas a Minc por meio de nota. No texto, o governo estadual diz que Puccinelli “brincara” ao se manifestar em relação ao ministro e lamentava a interpretação dada a suas declarações. “O governo lamenta a conotação de ofensa a elas atribuídas, pois foram feitas em ambiente diverso, e, antecipando-se a qualquer outra conotação, esclarece que as criticas restringem-se ao ambiente do debate técnico e político dos assuntos que dizem respeito aos interesses de Mato Grosso do Sul e ao Ministério do Meio Ambiente”, diz a nota.
Em outro trecho, a nota salienta que os presentes compreenderam que Puccinelli não falava sério ao criticar Minc. “As referências do governador foram entendidas pelos presentes no contexto de brincadeira, sem caráter de ofensa pessoal ao ministro”, afirma o texto.
As principais críticas de Puccinelli ao ministro se referem ao Zoneamento Agroecológico da Cana, que proíbe o uso da Bacia do Alto Paraguai para a formação de plantações.
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Diário de Iguape
Márcio França